Celular Canivete
Sabe quando um amigo teu, vem e começa a se exibir com as funcionalidades do seu celular?
E, ironicamente, roído de raiva você larga um: “Ele não esquenta um cafezinho também?”
Pois é. Conheça agora o Xphone.
Chupeta no carro! Torrada Sms!
É e meu celular nem de chip é ainda.
Processo Criativo
O problema de não ter fórmulas pré estabelecidas para composição de um texto (musical ainda por cima) é que nunca se sabe de onde o bom texto vai surgir. Eis, portanto, todo seu mistério e subjetividade. A folha em branco te implora letras. A caneta chora saudosa. Mas o encontro fica pra outro dia. Idéia é um ser que esvazia pra depois começar a encher.

Óculos Escuros para os Otimistas
Use Somebody
Kings of Leon x Paramore
Perambulando pela internet (I’ve been roaming around) me deparei com essa versão interessantíssima de Use Somebody. Paramore nunca me chamou muito atenção. Admito. Me soava muito Avril Lavigne, talvez. Seus conterrâneos do KOL, os queridinhos da cena indie do momento, tem música na novela das 9, Coldplay que se cuide.
Hayley Williams e sua trupe: Sem maquiagens nem pedais de distorção. Violão e voz. No bom e primitivo acústico. Muito diferente da versão original, moderna. Resumo da ópera: gostei. Gosto de artista grande fazendo cover de outro. Existe um egoísmo, um aprisionamento desconfiado na música popular atual. Libertemos! Curte ai as duas versões!
[YouTube=http://www.youtube.com/watch?v=JCZfJ5ai07U]
Scarlett Johansson
Scarlett Johansson
Scarlett Johansson
Scarlett Johansson
Scarlett Johansson
fui buscar o nosso anel de casamento
mas fiquei preso num engarrafamento
como eu sou um cabeça de vento
podia escolher o caminho menos lento
Scarlett Johansson
Scarlett Johansson
Scarlett Johansson
Scarlett Johansson
não me abandones por um cara mais vermelho
o amor não tem idade e já não uso aparelho
scarlett johansson te olha no espelho
nascemos um pro outro feito vaca e coelho
Scarlett Johansson
Scarlett Johansson
Scarlett Johansson
Scarlett Johansson
banda: Oh! ( www.myspace.com/ohexclamacao)
Reverso à luz de velas
Porto Alegre, 24 de Julho de 2009. 4,2ºC. Sexta-Feira. A noite sofre. Não apenas pelo frio. A SMIC invadiu os bares da cidade, assim como o “caveirão” faz nas favelas do Rio de Janeiro, e fechou as portas de muitos deles.
Caveirão brotou no morro
Querendo aterrorizar
Manda o caveirão embora
Que a galera quer dançar
Nesse clima tenso, o show da Reverso Revolver teve horário transferido. Quem chegava no local do evento não via nada, tudo apagado. Silêncio mortal. Lá dentro, velas substituíam a luz artificial. A algazarra começa por volta da 1h.
A Reverso apresentou seu rock’n’roll moderno, pegado, cheio de efeitos que pode ser encontrado no EP Setembro, que a banda lançou em Outubro do ano que passou, e no clipe Setembro (que será lançado dia 15 de Agosto no Laika Club). Na noite não faltaram homenagens: Os 40 anos do homem na lua, com a bela canção Fly me to the Moon de Sinatra (pra deixar ainda mais belo o momento “à luz de velas”); Strokes; e Rock da Aranhas para quem apurrinha a vida dos músicos todo santo show com o insuportável “toca Raul”.
Depois do show, lareira para suportar o frio e velas para suportar o “caveirão da SMIC”
Vencemos todos.
Confere lá o som dos caras
Se tu quiseres comprar o EP:
SETEMBRO À VENDA
Porto Alegre:
Back In Black – Shopping Total
Stoned Discos
Mande mail para contato@reversorevolver.com ou ligue (51) 9326 5118
Valor: R$5
Demais localidades:
Mande mail para contato@reversorevolver.com com seu endereço completo, assim calculamos o valor dos selos e mandamos a conta para depósito
Valor: R$5 + taxas de envio
Ciclone Extratropical
Porto Alegre, 21 de Julho de 2009. A previsão do tempo indica a chegada de um ciclone extratropical na região metropolitana de Porto Alegre. É uma noite quente. Não só pela agenda cultural lotada de boas atrações, mas os 21ºC que marcavam nos termômetros deixaria qualquer avó confusa ao mandar seu neto pegar um pulôver para sair. Adentrei no Dr. Jekyll, pouco antes das 23 horas e as pouco mais de 60 pessoas ali presentes começariam a assistir, minutos depois, a primeira atração da noite: Calibre.
Rock com guitarras intestinais e um vocal melódico na medida fazem com que o português vire detalhe para uma banda que muito bem podia ter surgido em Seattle no fim dos anos 90. As músicas da Calibre são furiosas, com refrões grudentos e sorridentes. Sorrisos que a proximidade com o público provavelmente explique. É um dia alegre. O telão exibe as imagens do primeiro clipe: Dois Corpos. Além das boas músicas próprias, com destaque para O Jogo, a já citada Dois Corpos, a balada Incondicional e Visão (dedicada a tímida Nicole, garotinha que assistia tudo no colo de um adulto), mandaram muito bem com versões de Coldplay, FooFighters e Beatles. “Não há chuva que desfaça
O calor dessa madrugada”. O ciclone nem ousa assoprar na capital.
A festa seguiu com a Tanlan. Os primeiros minutos do dia 22, ouviram um show cheio de dinâmica e apelo pop, na mais bela definição de “radiofônico”. Ótimos refrões, domínio do público, som cheio e redondo, harmonias e vocais muito bem trabalhados. Fábio Sampaio tem uma das mais belas vozes da música popular atual. As letras de Tanlan são lições de vida, como em Aprender que misticamente se decompõe em Like a Rolling Stone, de Dylan e toma forma outra vez. Quando Eu Vejo o Céu, Tudo que eu queria ( Que tem a responsabilidade de nomear o CD e não pode ser tocada devido ao horário), Simplesmente (tocada a pedido dos fãs) e Aonde vou se destacam (mas nem tanto, devido a qualidade de todas as músicas).
“Quase ao se por o sol está transformando o ambiente num dourado e imenso mar/
Sem se esperar um invasor é expulso dos teus olhos como gota a anunciar/
Um temporal que perto está com seus medos e desejos que te fazem perguntar/
Aonde eu vou e o que será dessa vida quando a vida me deixar ao expirar.”
Pego o carro e volto para casa. Não demora muito para começar a chover. A luz treme de medo: o ciclone está a caminho. Atrasado. Possivelmente de propósito. Temeu o rock. Chegou quando todos já dormiam.
Para ouvir as bandas acesse:
Capucine
crocodiles, hippopotames, girafes
Em um mundo com Maisas e Shirleys Temples, a pequena Capucine começa a ganhar o mundo. Não que ela seja uma menina talentosa, talvez, pelo contrário. Capucine arranca “óins” das bocas humanas a cada história que conta. Bem a vontade em frente de uma câmera amadora, pilotada aparentemente por sua mãe, ela encanta com o seu francesinho, beicinhos e meiguismos.




